Descubra quais alimentos comer para viver mais tempo!

Uma dieta saudável aumenta a expectativa de vida em mais de uma década: pesquisadores na Noruega desenvolveram um modelo que calcula a longevidade com base nas suas refeições. Saiba o que  considerar ao fazer essa mudança.

“Comer para viver, não viver para comer” – é o que diz um certo ditado antigo. E hoje sabemos que os alimentos que ingerimos todos os dias são críticos para nossa saúde; e se estima que, mundialmente, os fatores de risco relacionados à má alimentação causam, por ano, 11 milhões de mortes e 255 milhões de anos de vida a menos.

Uma equipe de cientistas pesquisadores na Noruega descobriu que um jovem adulto poderia acrescentar mais de uma década à sua expectativa de vida se mudasse sua alimentação de uma dieta típica ocidental de junk food para uma dieta otimizada que inclua mais legumes (como lentilhas, grão-de-bico, soja e feijão), grãos inteiros e nozes e menos carne vermelha e comida processada.

O que dizem as pesquisas

O trabalho foi realizado por cientistas do Departamento de Saúde Pública Global e Atenção Primária da Universidade de Bergen, na Noruega. Antes disso, eles levaram em conta pesquisas anteriores relacionadas ao impacto da qualidade da dieta sobre a expectativa de vida.

Por exemplo, o estudo Global Burden of Diseases, Injuries and Risk Factors do US Institute for Health Metrics and Evaluation (Instituto Americano de Métricas e Avaliação da Saúde) fornece dados resumidos da saúde da população que são relevantes para comparar sistemas de saúde, mas não estima o impacto das alterações na composição dos grupos de alimentos e seus benefícios para a saúde individual.

A comissão EAT, organizada pela Lancet, apresentou recentemente um panorama da dieta mundial, mas oferece informações limitadas sobre o impacto de outras dietas sobre a saúde, e poucas pessoas têm disponibilidade para aderir a métodos rigorosos de alimentação para melhorar a saúde. Então os pesquisadores noruegueses sentiram que havia uma grande pergunta a ser respondida:

Qual escolha alimentar ganha mais anos de vida?

Neste estudo publicado, os cientistas noruegueses escreveram:

“Nossa metodologia de modelagem utiliza meta-análise, dados do estudo da Carga Global de Doença e a metodologia da tabela de vida; assim, mostramos que os ganhos de expectativa de vida decorrentes de mudanças prolongadas das dietas tipicamente ocidentais para dietas de otimização poderiam se traduzir em mais de uma década para jovens adultos”.

Os maiores ganhos em anos de vida viriam do consumo de mais legumes, grãos inteiros e castanhas, e menos carne vermelha e processada. Para as pessoas mais velhas, os ganhos seriam menores, mas substanciais. Mesmo dietas menos restritivas e viáveis indicam um aumento na expectativa de vida de 7% ou mais para ambos os sexos em todas as faixas etárias.

Os maiores ganhos viriam de comer mais legumes (2,2 anos para mulheres e 2,5 para homens), mais grãos inteiros (2 anos para mulheres e 2,3 para homens), mais nozes (1,7 anos para mulheres e 2 anos para homens), menos carne vermelha (1,6 anos para mulheres e 1,9 para homens) e menos carne processada (1,6 anos para mulheres e 1,9 para homens).

Aos 60 anos, adotar uma dieta saudável – incluindo alimentos de origem vegetal, como gengibre, maca peruana, cravo, canela, coentro, etc. –  poderia ganhar 8 anos para as mulheres e 8,8 anos para os homens, e as pessoas na faixa dos 80 anos poderiam ganhar 3,4 anos, segundo os cientistas.

comida para viver mais

 

Calcule facilmente a sua expectativa de vida

Eles levaram a pesquisa para um outro patamar, mais concreto. Eles desenvolveram a calculadora online Food4HealthyLife que permite uma estimativa instantânea do efeito sobre a expectativa de vida após uma série de mudanças na dieta diária.

Conhecer o potencial relativo de saúde de diferentes grupos alimentícios poderia permitir que as pessoas percebessem benefícios significativos e viáveis à saúde.

Eles também acreditam que a calculadora Food4HealthyLife poderia ser uma ferramenta útil para clínicos, formuladores de políticas públicas e o público em geral para entender o impacto na saúde das escolhas alimentares. O estudo norueguês foi publicado na revista PLOS Medicine. O estudo foi conduzido pelo cientista Lars Fadnes.

Conclusões

Após ler o trabalho dos cientistas, muitos médicos especialistas comentaram que devemos ter em mente que a saúde humana depende de duas grandes variáveis: fatores genéticos e fatores adquiridos, que incluem o estilo de vida e o ambiente ao nosso redor. Hoje, a única coisa que podemos modificar são os fatores adquiridos – e mais precisamente nosso estilo de vida: como comemos, se consumimos bastantes vegetais, especiarias que supostamente teriam efeitos afrodisíacos, etc; o quanto nos movemos, ou seja, se praticamos esportes com regularidade; e como administramos nossas emoções e estresse.

A importância do estudo

Os resultados do estudo norueguês, fornecem informações sobre até que ponto as mudanças positivas nas escolhas alimentares têm um impacto no prolongamento de nossas vidas. Certamente não é necessário ir do 8 ao 80. Em outras palavras, não é útil mudar completamente os hábitos alimentares de um dia para o outro porque eles não são sustentáveis ao longo do tempo. O que é aconselhável é começar com mudanças moderadas, a fim de seguir uma dieta “viável”. Por exemplo, você pode começar reduzindo o consumo de biscoitos e aumentando o consumo de castanhas ou reduzindo o consumo de carnes processadas e aumentando o consumo de leguminosas, que já são benéficas.

Além disso, enfatiza-se que nunca é tarde demais para adotar uma boa dieta. Quanto mais cedo você adotar uma dieta melhor, com mais legumes, grãos e nozes, mas nunca é tarde demais. Os benefícios foram vistos em qualquer idade. Há também evidências de que se as mudanças são iniciadas aos 60 anos, há benefícios substanciais na expectativa de vida.

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